Agricultura Familiar no Caraá

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A agricultura familiar sempre esteve presente de forma notável na estrutura agrária brasileira, principalmente no Sul do país, e nos últimos anos não tem sido diferente. Esses pequenos produtores são responsáveis pela maior parte da produção de insumos essenciais para a nossa economia, como o feijão, o fumo e a mandioca.

Com a necessidade de uma diversificação nos produtos a serem consumidos e o difícil acesso a tecnologias modernas, começou a ser produzido de maneira artesanal o beneficiamento dos insumos primários, trazendo novas opções gastronômicas à agricultura familiar, além de um maior aproveitamento dos produtos e maior durabilidade dos mesmos.

Caraá é o município de menor renda per capita do Estado do Rio Grande do Sul (FEE/RS, 2008); a base de sua economia é agrícola e a maior parte de sua população vive da agricultura familiar. Há um grande número de agentes de transformação de matéria-prima no município, porém de forma artesanal e sem as devidas licenças que as Leis exigem.

Nele encontra-se um grande número de agroindústrias familiares, mas que possuem enormes dificuldades de se formalizarem, deixando de inserir-se no mercado e de ser uma fonte de renda para o município.

Isso faz com que se deixe de gerar novos empregos no município, e assim acaba tornando-se cada vez mais comum que seus jovens deixem a agricultura, procurando empregos nas fábricas de calçado do município ou saindo em busca de empregos nas cidades vizinhas. E o beneficiamento de commodities, que passava de geração para geração, torna-se cada dia mais ameaçado.

Além do fator emprego, com a informalidade nas agroindústrias familiares, o município deixa de arrecadar impostos e de tornar-se mais atrativo para eventuais interesses de investidores e empreendedores inseridos no ramo de agronegócios, perdendo a oportunidade de mudar sua realidade econômica.

O agronegócio brasileiro vive um momento de plena evolução, segundo Borges (2007), o agronegócio brasileiro hoje é uma atividade próspera, segura e rentável, e o cenário atual aponta que o Brasil será o maior país agrícola do mundo até o ano de 2017.

Essa expansão do agronegócio brasileiro acaba tornando-se uma excelente oportunidade para o crescimento de municípios agrícolas como o município de Caraá.

Nesse contexto, o Açaí do Sinos busca inserir-se no ramo de agroindústria de forma legal, seguindo o conceito da sustentabilidade com geração de renda. Sua atividade movimenta a pequena agroindústria familiar, com a agregação de valor à produção agrícola, possibilitando aumentar suas fontes de renda e diferenciação produtiva, permitindo acesso a mercados mais exigentes e emancipação dos núcleos familiares envolvidos.

Edição de texto do Trabalho de Conclusão de Curso de Alan Elison de Fraga. AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELAS AGROINDÚSTRIAS FAMILIARES DO MUNICÍPIO DE CARAÁ PARA A FORMALIZAÇÃO, FACULDADE CENECISTA DE OSÓRIO – FACOS, CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS – BACHARELADO, OSÓRIO, 2011.